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sexta-feira, novembro 07, 2008
Passarela "Verde"
quarta-feira, novembro 05, 2008
Inauguração e Lançamento do Video - CES Centro de Educação em Sustentabilidade – CES Alphaville
quinta-feira, outubro 09, 2008
Conferências de Sustentabilidade Alphaville de abril a junho
| Conferências de Sustentabilidade Alphaville de abril a junho | | | |
conferências, em parceria com o CRIS – Centro de Referência e Integração para Sustentabilidade e Gaia Education – braço educacional da ONU. A série de eventos reunirá os principais nomes de referência na área da sustentabilidade, voltados ao fomento destes conceitos ao redor do mundo. No total, serão quatro grandes temas referentes às instâncias da sustentabilidade: Social, Ambiental, Econômico e de Visão de Mundo. “O objetivo do evento é alcançar melhores práticas e difusão do conceito de sustentabilidade, não só internamente, como também junto a esferas da iniciativa privada e órgãos governamentais”, explica a diretora da Fundação AlphaVille Mônica Picavea.
Ecovilas e novo urbanismo “As novas fronteiras da sustentabilidade” é o tema da primeira conferência, a ser realizada no dia 07 de abril, em São Paulo, conduzida pela educadora e consultora, May East, que trabalha com movimento global de ecovilas e novo urbanismo. May East é responsável pelas relações interinstitucionais entre a Rede Global de Ecovilas e a ONU, além de ser diretora de relações da Ecovila Findhorn Foundation, na Escócia, onde mora há 15 anos e coordena os programas de educação para sustentabilidade.
May é CEO do CIFAL Findhorn – Centro de Treinamento de Autoridades Locais Associado a UNITAR – Instituto de Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas. Próximas conferências Maio: Johnatann Dawson, presidente da Rede Global de Ecovilas (GEN) e secretário-executivo da GEN-Europe, apresenta o tema: “Soluções para sustentabilidade no desenvolvimento econômico global”.
Dawson atua há mais de 20 anos em desenvolvimento econômico de comunidades na África e América do Sul, trabalhando com as Nações Unidas e agências governamentais e não-governamentais. Há seis anos, vive na Ecovila Findhorn, onde vem colaborando para estabelecer a moeda alternativa da comunidade (EKO) e ensinando Sustentabilidade Aplicada e Sustentabilidade Econômica.
Junho: Michael Shaw, engenheiro, com atuação em design ecológico, fala sobre “Soluções para uma Cidade Sustentável – gestão de resíduos, como água, esgoto e lixo”. Shaw é membro fundador do Ecovillage Institute em Findhorn e é um dos diretores da Findhorn Foundation. Desenvolveu e implementou vários sistemas naturais de tratamento e recuperação de águas servidas, incluindo os “restorers” (técnica de restauração de solo para conteção de águas).
Julho: Peter Webb, especialista em horticultura sciense e agricultura biodinâmica, apresenta o tema “Restauração da Natureza – uma atividade sustentável”. Webb é australiano, estudou permacultura. No Brasil tem desenvolvido projetos de agroflorestas, agricultura sustentável, consultoria ambiental, paisagismo, cirurgia em árvores e reflorestamento.
Conferência “As novas fronteiras da sustentabilidade” Data: 07/04/2008, às 9h Local: Centro de Eventos Rio Negro Alameda Rio Negro, 585 -AlphaVille – Barueri – SP (Confirmação de presença para imprensa: clara@claracomunicacao.com.br ou pelo telefone (11) 3667-9136)
Maior empresa brasileira em seu setor de atuação, a AlphaVille Urbanismo está presente, hoje, em 37 cidades de 17 estados brasileiros. A marca tornou-se referência de qualidade de vida, graças aos seus complexos urbanísticos, cujos projetos contemplam a integração de moradia, lazer, serviços e permanente contato com a natureza. Criada em 2000, a Fundação AlphaVille atua junto à comunidades de entorno aos empreendimentos da marca, com projetos de geração de renda, educação ambiental e capacitação profissional, entre outras missões.
http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=42739
http://folhadealphaville.uol.com.br/noticia/default.asp?id=442008132518
http://www.paginasdinamicas.com.br/ecopress/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_jornal=2&id_noticia=26511&id_pag=22
http://eleicao.maxgov.com.br/noticia-boxsa.asp?TIPO=CE&SQINF=322918
04/06/08 - Integração de sistemas é o novo desafio da sustentabilidade
04/06/08 - Integração de sistemas é o novo desafio da sustentabilidade
Um público muito atento ouviu o engenheiro escocês Michael Shaw relatar, ontem (02/06), que visitou há pouco a China, onde uma prefeitura pediu-lhe ajuda para transformar a cidade na "mais verde" do país; já na Escócia, onde vive, acaba de ser aprovado um grande fundo para as as cidades que estão adotando politicas sustentáveis frente aos novos tempos de aquecimento global, as chamadas "cidades de transição"; e Porto Alegre, a cidade do mundialmente famoso José Lutzenberger, citado por ele, promove uma Semana do Meio Ambiente em que é chamado para falar da sustentabilidade.
Não são fatos isolados, comentou, configuram isto sim um momento crucial no mundo, em que as mudanças climaticas e a crise energética pressionam por saídas urgentes e fazem emergir um cultura da sustentabilidade. "O pico (do uso) do petróleo está nos levando a uma cultura da sustentabilidade, a uma necessidade da sustentabilidade, na energia, na produção de comida, nos transportes, na forma como lidamos com nossos resíduos, e é importante que tudo isso seja integrado num sistema único", afirmou.
Shaw é diretor do The Ecovillage Institute, um centro internacional de engenharia e designer ecológico com sede na Findhorm Ecovillage – a mais famosa ecovila do mundo –, na Escócia, onde vive há 15 anos. "Este é um momento de transição e o desafio é sermos propostitovos, não há mais tempo para ficarmos presos a velhas fórmulas. Nos próximos 30 anos teremos de diminuir 55% a emissão de gás carbônico, hoje se emite três toneladas/ano por pessoa, principalmente na América do Norte e EStados Unidos", destacou.
"Como fazer isso? Com cortes no uso de energia, menos uso de combustíveis fósseis, baixa produção de carbono", respondeu. "Precisamos, então, pensar e planejar para a sustseantbilidade", acrescentou, observando que seis graus a mais na temperatura global já fariam desaparecer debaixo dágua Porto Alegre e o lugar onde ele mora.
Tratamento Natural de Água e Esgoto
A seguir, apresntou o que é a sua grande especialidade, o tratamento natural/sustentável de água e esgotos, apenas com recursos biológicos, sem nada de produtos químicos, como as plantas com raízes onde se multiplicam bactérias que retiram os poluentes da água, microorganismos diversos, pequenos peixes e brita.
Projetos assim ele já implantou nos EStados Unidos, Ìndia, China, países da Euroopa e numa grande fábrica de alimentos para animais em São Paulo. Tudo a um custo de investimento bem menor, com menos ou até nenhum consunmo de energia, sem cheiro (!) e de manutenção mais fácil que as convencionais lagoas de decantação, onde são empregadas grandes quantidades de substâncias químicas, com alto consumo de energia e funcionamento complicado.
O investimento e o custo de manutenção variam conforme a disponibiliidae de terra e o tipo de poluição da água. Existem então dois sistemas básicos de tratamento sustentável, explicou, um para regiões com bastante terra disponível e outro para áreas menores, como dentro de cidades, onde os sistemas precisam ser compactos. Onde há bastante terra, como em praticamente todas as cidades do o Brasil, a engenharia é muito simples, pode-se usar áreas alagadas, com a construção de uma "piscina", a um custo muito baixo para o tratamento da água e do esgoto.
À medida que os sistemas ficam menores, mais compactos, por falta de áreas disponíveis, onde a terra é cara, é preciso uma outra técnica, mas nunca mais cara que as tradicionais, assinala. "Não há custo de produtos químicos, a geração de lodo é muito pequena, o que torna a manutenção muito simples, e ainda tem uma beleza, são sistemas muito bonitos (por causas das plantas)", explica. "Se a terra custar menos de um milhão de dólares o hectare (isso mesmo, um milhão de dólares) o sistema natural sempre vai ser mais barato", garantiu.
E pode funcionar no meio de uma cidade, de um bairro, pois não exala mau cheiro algum, já que as bactérias são aeróbicas – usam oxigênio para se multiplicar. Na fábrica de Mogi Mirim, por exemplo, o sistema natural funciona há nove anos com um grau de eficiência de 99,98% na taxa de retirada de poluentes. Num hospital de Anantapur, na Índia, que faz tratamento de portadores de HIV, usando brita e plantas escolhidas para o ambiente local, a água sai totamente limpa e sem a presença do vírus, tanto que é usada na irrigaçãode plantações.
Despoluição de Rios na China
Na China, em Fizhon, uma cidade industrial, um rio está sendo despoluído e outro será despoluído no país em breve com os mesmos principios sustentáveis de engenharia e design. Nos vários canais onde mais de um milhão de habitantes despejam seus dejetos, foram instaladas umas espécies de ilhas flutuantes, com as plantas grudadas a filmes submersos e em cujas raízes se multiplicam as bactérias, que fazem a limpeza da água.
Elas são aeróbicas (utilizam oxigênio, por isso não exalam cheiro) e recebem o oxigênio através de aeradores embaixo dágua, que assim não fazem barulho bombeiam o ar da superfície. Como são flutuantes, as "ilhas" sobem ou descem conforme o volume do canal. O custo, no caso, é de 50 mil dólares, R$ 75,00 a R$ 80,00 por pessoa. e cerca de um Kilowat/hora de consumo de energia. Há canais muito semelhantes no RJ, SP e Porto Alegre que poderiam receber sistemas semelhantes, assinalou.
À pergunta de um representante do Sindicato da Indústria da Construção Civl (Sinduscon), ele acrescentou que é possível um tratamento descentralizado de esgotos em prédios e condomínios de 200 a 300 pessoas, de até 20 andares, em sistemas pequenos de 600 metros quadrados, que poderiam ser integrados como parte dos próprios prédios, cuja água resultante poderia ser usada nas descargas, jardins, lavagem de carros e outras utilidades, menos higiene pessoal e cozinha. "É muito fácil reciclar para as descargas", informou.
Outro exemplo bastante detalhado por Shaw é o de Harlow North, uma cidade totalmente planejada e totalmente sustentável, que será construída nos próximos anos com financiamento da British Petroleum, inicialmente para 25 mil habitantes e projeção para chegar a 65 mil. Ali deverá acontecer a integração total dos sistemas sustentáveis, energia, água, esgotos, produção de alimentos, manejo de resíduos, que é o novo desafio dos desenhos de sustentabilidade, conforme repetiu nas entrevistas que concedeu. Como a disponibilidade de água no local é de 50 litros/dia por pessoa – a média normal seria 200 litros – até mesmo as estradas serão construiídas de forma a reaproveitar a água da chuva. "É um grande desafio levando em conta o tamanho da cidade, visando o uso mínimo de energia, água, dos recursos para tratar os dejetos e assim por diante. Nas tecnologias não há nada de novo, o nosso desafio é colocar tudo junto", explicou.
Michael Shaw foi trazido a Porto Alegre pelo diretor do Centro de Referência em Integração e Sustentabilidade (CRIS), engenheiro Jorge Geras, a convite da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), para ser o palestrante de abertura oficial da Semana do Meio Ambiente, no auditório do Colégio Militar. O prefeito José Fogaça discursou exaltando a importância do evento e do convidado e depois se retirou para outro compromisso. Michael e Geras tinham reunião agendada com a equipe técnica do Departametno Municipal de Água e Esgotos (Dmae) no início da tarde, que foi cancelada sem maiores explicações.
Texto de Ulisses A. Nenê para a EcoAgência.
Fonte: EcoAgência http://www.carbonobrasil.com/news.htm?id=514141
I Conferência de Sustetabilidade AlphaVille - Ecovilas e novo urbanismo
I Conferência de Sustetabilidade AlphaVille
Por CLARA Comunicação 03/04/2008 às 11:32
Ecovilas e novo urbanismo é o tema de abertura de evento realizado pela Fundação AlphaVille, em parceria com o Gaia Education, braço educacional da ONU, e o CRIS ? Centro de Referência e Integração para Sustentabilidade
Ecovilas e novo urbanismo é o tema de abertura de evento realizado pela Fundação AlphaVille, em parceria com o Gaia Education, braço educacional da ONU, e o CRIS ? Centro de Referência e Integração para Sustentabilidade
A Fundação AlphaVille ? braço social da AlphaVille Urbanismo, intensifica o trabalho de sustentabilidade da empresa. Para tanto, realizará um ciclo de conferências, em parceria com o CRIS ? Centro de Referência e Integração para Sustentabilidade e Gaia Education ? braço educacional da ONU. A série de eventos reunirá os principais nomes de referência na área da sustentabilidade, voltados ao fomento destes conceitos ao redor do mundo. No total, serão quatro grandes temas referentes às instâncias da sustentabilidade: Social, Ambiental, Econômico e de Visão de Mundo. ?O objetivo do evento é alcançar melhores práticas e difusão do conceito de sustentabilidade, não só internamente, como também junto a esferas da iniciativa privada e órgãos governamentais?, explica a diretora da Fundação AlphaVille Mônica Picavea.
Ecovilas e novo urbanismo
As novas fronteiras da sustentabilidade? é o tema da primeira conferência, a ser realizada no dia 07 de abril, em São Paulo, conduzida pela educadora e consultora, May East, que trabalha com movimento global de ecovilas e novo urbanismo. May East é responsável pelas relações interinstitucionais entre a Rede Global de Ecovilas e a ONU, além de ser diretora de relações da Ecovila Findhorn Foundation, na Escócia, onde mora há 15 anos e coordena os programas de educação para sustentabilidade. May é CEO do CIFAL Findhorn ? Centro de Treinamento de Autoridades Locais Associado a UNITAR ? Instituto de Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas.
Próximas conferências
Maio: Johnatann Dawson, presidente da Rede Global de Ecovilas (GEN) e secretário-executivo da GEN-Europe, apresenta o tema: ?Soluções para sustentabilidade no desenvolvimento econômico global?. Dawson atua há mais de 20 anos em desenvolvimento econômico de comunidades na África e América do Sul, trabalhando com as Nações Unidas e agências governamentais e não-governamentais. Há seis anos, vive na Ecovila Findhorn, onde vem colaborando para estabelecer a moeda alternativa da comunidade (EKO) e ensinando Sustentabilidade Aplicada e Sustentabilidade Econômica.
Junho: Michael Shaw, engenheiro, com atuação em design ecológico, fala sobre ?Soluções para uma Cidade Sustentável ? gestão de resíduos, como água, esgoto e lixo?. Shaw é membro fundador do Ecovillage Institute em Findhorn e é um dos diretores da Findhorn Foundation. Desenvolveu e implementou vários sistemas naturais de tratamento e recuperação de águas servidas, incluindo os ?restorers? (técnica de restauração de solo para conteção de águas).
Julho: Peter Webb, especialista em horticultura sciense e agricultura biodinâmica, apresenta o tema ?Restauração da Natureza ? uma atividade sustentável?. Webb é australiano, estudou permacultura. No Brasil tem desenvolvido projetos de agroflorestas, agricultura sustentável, consultoria ambiental, paisagismo, cirurgia em árvores e reflorestamento.
Conferência ?As novas fronteiras da sustentabilidade?
Data: 07/04/2008, às 9h
Local: Centro de Eventos Rio Negro
Alameda Rio Negro, 585 -AlphaVille ? Barueri ? SP
(Confirmação de presença para imprensa:
AlphaVille Urbanismo
Maior empresa brasileira em seu setor de atuação, a AlphaVille Urbanismo está presente, hoje, em 37 cidades de 17 estados brasileiros. A marca tornou-se referência de qualidade de vida, graças aos seus complexos urbanísticos, cujos projetos contemplam a integração de moradia, lazer, serviços e permanente contato com a natureza. Criada em 2000, a Fundação AlphaVille atua junto à comunidades de entorno aos empreendimentos da marca, com projetos de geração de renda, educação ambiental e capacitação profissional, entre outras missões.
Mais informações à imprensa: CLARA Comunicação
Neide Costa/ Michele Vitor / Clarice Caldas
Tel. (11) 3667-9136, 3667-4065
E-mail:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/04/416220.shtml
A sustentabilidade deve ser planejada
MICHAEL SHAW
A sustentabilidade deve
ser planejada
Em 1972, Michael Shaw era um promissor engenheiro de uma grande indústria de construção. Havia tomado um avião de Sidney para Londres, onde morava, quando resolveu dar uma espiada no livro Limits to Growth (Os limites do crescimento, de Donella e Dennis Meadows) que acabara de ganhar de presente. O impacto que lhe causou a leitura transformou sua vida. Do alto do avião, ele descobriu que com seu trabalho estava destruindo o planeta ao retirar da natureza todo tipo de recursos naturais, sem se preocupar com o futuro. “Coincidentemente, estava voando sobre a Ásia, a Índia e a Europa e pude ver o tamanho da destruição”, lembra. Descobriu que não podia mais investir sua vida nesta atividade. Em 1974, comprou cem cópias do livro e distribuiu para antigos clientes, despediu-se do trabalho na indústria, e partiu para uma jornada em busca de alternativas. Mudou-se para uma ecovila, a Findhorn, na Escócia, da qual tornou-se um membro atuante. Fundada há 46 anos, a Findhorn é um exemplo de sustentabilidade no mundo. Lá, fundou o Ecovillage Institute e tornou-se diretor da Findhorn Foundation. O engenheiro inquieto que desceu do avião com um pensamento diferenciado, aos 69 anos virou uma referência em design integrado e tem ajudado a construir sistemas ecológicos de tratamento e recuperação de esgotos de baixo custo e eficiência comprovada. “Com o aquecimento global, e todos seus efeitos conhecidos, a emissão de toneladas de gás carbônico por pessoa, precisamos de alternativas”, diz Shaw. “Há uma necessidade de planejar a sustentabilidade, desde a energia que usamos nos prédios, a comida que plantamos, os transportes, e a forma como lidamos com os dejetos. É importante que tudo seja concentrado num sistema único”. Seus projetos estão na Rússia, na Índia, na China, nos Estados Unidos e, inclusive, no Brasil. Atualmente, entre outros trabalhos, está ajudando a planejar uma cidade-modelo em Harlow North, no sul de Londres. Shaw falou ao Extra Classe após fazer a palestra de abertura da Semana de Meio Ambiente de Porto Alegre, no dia 2 de junho.
Por Clarinha Glock
Extra Classe – Qual a diferença entre a experiência em Findhorn e a experiência que você tinha antes?
Michael Shaw – Foi um tipo de “alívio” dar um passo para fora da corporação. Eu ganhava milhões de dólares por ano, mas me dei conta de que estava no caminho errado. É difícil descrever Findhorn. Na época, eram 250 a 270 pessoas que trilhavam um caminho particular, filosófico, espiritual e ao mesmo tempo havia uma cooperação grande entre elas. Costumávamos chamar de um “experimento em vivência cooperativa”. Antes de eu entrar para Findhorn, eu estava muito focado nas coisas fora de mim: estava na indústria de construção, vivia em Londres. Findhorn tem a ver com um olhar para dentro de mim mesmo e com a descoberta do que eu sou como um ser humano e como parte da consciência.
EC – E como estas pessoas influenciaram seu trabalho de agora?
Shaw – Acho que tenho uma atitude mais impessoal com meu trabalho. Não existe tanto o “eu”. É como a ecologia acontece. Não significa que você perde a sua identidade, mas há mais consciência do que identificação com o indivíduo. É muito mais fácil se envolver com algo maior, não só com o meu pequeno mundo.
EC – Que soluções Findhorn encontrou que podem ser disponibilizadas para outros grupos?
Shaw – Findhorn tem uma longa história de cooperação com natureza, em muitos modos. É diferente de dominar ou usar a natureza, ou ser dominado por ela. É ter a natureza como uma parceira, uma professora. Pode-se aprender com seus processos, sintonizar com a terra, sentar em silêncio e ouvir. Você recebe isso espontaneamente, intuitivamente. Por exemplo: estávamos construindo uma nova área para concertos. E eu estava trabalhando na parte elétrica do edifício. E o arquiteto, que era mais velho que eu, decidiu que não haveria telefones no edifício. E a razão era que, se houvesse telefones, não se estaria usando as habilidades intuitivas para se comunicar. Se houver um telefone, você apenas vai levantar o telefone e discar. Se não houver, e você estiver no lugar certo e na hora certa, poderá falar com alguém. Esta é uma arte, ele disse, que você precisar refinar. Lembro que uma vez quebrou uma peça e eu precisava achar outra para substituir. E havia um grande almoxarifado bem organizado, e no departamento em que estava trabalhando naquela é poca eu perguntei: como acho esta peça? E ele disse: “Não tenho idéia. Você só tem que entrar na sala, fechar seus olhos, e usar sua intuição”. Eu pensei: isto é loucura, mas vou tentar. Entrei na sala, fechei meus olhos, peguei a peça, e era a certa.
EC – Como equilibrar esse respeito à natureza com os princípios do Capitalismo, sem se tornar um radical?
Shaw – Existe um entendimento, mesmo no Ocidente, de que o Capitalismo tem mais de um foco de interesse. Tem o financeiro que algumas pessoas pensam que é o único. E você pode jogar este jogo, ou não. Mas é preciso haver um equilíbrio, e acho que existe uma consciência crescente, mesmo nos países mais capitalistas, de que se não se adotar mais projetos sustentáveis, haverá uma perda. O projeto com que eu e Jorge Geras nos envolvemos na Amazônia previa tratar e reciclar a água de volta para a terra, em áreas completamente destruídas pela criação de gado, que estavam desertas, na cidade de Parauapebas. A idéia era retomar a floresta. Politicamente, o contratante decidiu não fazer isso. Interessava mais a ele manter o controle sobre a á gua. O projeto não aconteceu. Teria um custo, seria muito menor para fazer o que sugeríamos, mas era uma questão de controle e poder.
EC – O senhor desenvolveu sistemas ecológicos eficientes e baratos para tratamento de água e esgotos. Qual seria o sistema mais recomendável para cidades como Porto Alegre ou São Paulo?
Shaw – De modo geral, tem que levar em conta a cultura local de sustentabilidade. Se as administrações passadas não fizeram projetos sustentáveis, vai custar muito mais dinheiro agora do que custaria há dez anos. Mas não se pode mais dizer: vamos deixar para as próximas gerações fazerem, ou para o próximo prefeito. O design atual de sistemas de tratamento vai depender da realidade de cada cidade. Se for construir um sistema numa área nova, é relativamente mais fácil. Você pode criar a infra-estrutura, reciclagem, isso tudo é parte do design. Se for em uma parte da cidade que não tem nenhum tratamento, então tem que ser muito pragmático, avaliar se tem terra suficiente, financiamento e todo o resto. De uma forma geral, o que eu encorajaria é fazer em pequenas áreas, em vez de fazer algo massivo. Em vez de investir num sistema de 100 milhões de dólares, faça em 2 milhões de dólares, em partes, e ao menos mantenha o projeto em andamento, uma parte por vez. Fazendo desta forma, descentralizada, mas conectada uma com a outra, você pode fazer a reciclagem com um envolvimento local.
EC – O modelo utilizado, por exemplo, na China, poderia ser reproduzido em capitais e cidades brasileiras?
Shaw – Claro. Primeiro você tem que fazer uma pesquisa para saber qual é o problema. E é muito difícil saber isso, a não ser que você coloque instrumentos na água e meça o nível de poluição. Nós temos de medir a velocidade da água em cada seção, a cada 15 metros, para traçar um perfil. E tirar amostras químicas nestas áreas. Na China, vários canais recebem dejetos de milhões de pessoas. Mesmo no Brasil há muitas favelas que recebem os dejetos das cidades De que forma podemos atacar estes problemas? Usando engenharia ecológica: utilizando os seres vivos na água para fazer o tratamento da própria água. Para tratar a água poluída num rio ou num canal, você tem adicionar oxigênio. As bactérias que fazem a limpeza precisam de oxigênio. Esse sistema é constituído de forma a filtrar o cheiro que seria exalado pela água poluída. As bactérias se fixam nas raízes da plantas. Usamos um sistema de ilhas flutuantes, que acompanham a elevação do nível das águas. Existe uma camada submersa de areadores, que ejetam ar na superfície. Como é embaixo da água, não fazem barulho. Ali há bactérias que crescem, plantadas como se fosse um jardim. As plantas têm duas funções: as que têm suas raízes na água servem para que as bactérias que se alimentam da poluição se fixem nelas. E as que estão na superfície são também muito eficientes para fixar energia fotossintética e transformá-la em enzimas que as bactérias gostam, produzindo colônias maiores. As bactérias fazem o tratamento. Este sistema pode ser usado em qualquer lugar e em grandes extensões também. Vou agora a Budapeste, porque existe lá um grande lago a ser tratado. O proprietário só poderá desenvolver algo em torno deste lago e deste canal se fizer o tratamento. Vamos limpá-lo e permitir que desenvolva. É um modelo muito econômico. Pela minha experiência, posso dizer que é mais barato que construir um sistema tradicional. Custa cerca de R$ 75 por pessoa, enquanto um sistema normal custaria o dobro, porque teria de construir os tanques. A energia usada é de um kilowat por hora, o que não é muito.
EC – E este sistema pode ser usado mesmo em áreas muito contaminadas por poluição industrial?
Shaw – A demanda de oxigênio bioquímico é uma medida da poluição. O sistema de areação vai colocar mais oxigênio para atender à demanda. Uma tragédia (como a falta de oxigênio que causa a mortandade de peixes) pode atrapalhar um pouco o sistema, e demorar mais, mas ele vai compensar a falta de oxigênio.
EC – O senhor está ajudando a construir uma nova cidade no sul de Londres, Harlow North. Qual é o objetivo desta cidade?
Shaw – Muitas pessoas aposentadas tinham propriedades, porque era um investimento seguro. The British Petroleum Pension Fund tinha esta terra há 30 anos. O governo de Londres disse que era preciso aumentar o número de moradias. Fomos contratados como consultores para desenvolver uma cidade ecológica, carbo neutra (sem emissão de carbonos) porque esta é uma green zone (área verde). A cidade é dividida em distritos, e cada distrito tem cerca duas mil casas. Cada uma tem tratamento de água e esgoto, interconectados. A água potável vai vir de poços. E a água não potável será reaproveitada da chuva e de esgoto tratado para lavar carros, dar descarga de banheiro, limpar ruas. Num primeiro momento, vão morar lá 25 mil pessoas. Há uma integração entre o sistema de energia, de transporte e de dejetos. Não há nada novo, mas colocando tudo junto, o cálculo é de que haja uma economia de 10% do custo normal. É um plano audacioso, que está aguardando regulação.
A sustentabilidade deve
ser planejada
Em 1972, Michael Shaw era um promissor engenheiro de uma grande indústria de construção. Havia tomado um avião de Sidney para Londres, onde morava, quando resolveu dar uma espiada no livro Limits to Growth (Os limites do crescimento, de Donella e Dennis Meadows) que acabara de ganhar de presente. O impacto que lhe causou a leitura transformou sua vida. Do alto do avião, ele descobriu que com seu trabalho estava destruindo o planeta ao retirar da natureza todo tipo de recursos naturais, sem se preocupar com o futuro. “Coincidentemente, estava voando sobre a Ásia, a Índia e a Europa e pude ver o tamanho da destruição”, lembra. Descobriu que não podia mais investir sua vida nesta atividade. Em 1974, comprou cem cópias do livro e distribuiu para antigos clientes, despediu-se do trabalho na indústria, e partiu para uma jornada em busca de alternativas. Mudou-se para uma ecovila, a Findhorn, na Escócia, da qual tornou-se um membro atuante. Fundada há 46 anos, a Findhorn é um exemplo de sustentabilidade no mundo. Lá, fundou o Ecovillage Institute e tornou-se diretor da Findhorn Foundation. O engenheiro inquieto que desceu do avião com um pensamento diferenciado, aos 69 anos virou uma referência em design integrado e tem ajudado a construir sistemas ecológicos de tratamento e recuperação de esgotos de baixo custo e eficiência comprovada. “Com o aquecimento global, e todos seus efeitos conhecidos, a emissão de toneladas de gás carbônico por pessoa, precisamos de alternativas”, diz Shaw. “Há uma necessidade de planejar a sustentabilidade, desde a energia que usamos nos prédios, a comida que plantamos, os transportes, e a forma como lidamos com os dejetos. É importante que tudo seja concentrado num sistema único”. Seus projetos estão na Rússia, na Índia, na China, nos Estados Unidos e, inclusive, no Brasil. Atualmente, entre outros trabalhos, está ajudando a planejar uma cidade-modelo em Harlow North, no sul de Londres. Shaw falou ao Extra Classe após fazer a palestra de abertura da Semana de Meio Ambiente de Porto Alegre, no dia 2 de junho.
Por Clarinha Glock
Extra Classe – Qual a diferença entre a experiência em Findhorn e a experiência que você tinha antes?
Michael Shaw – Foi um tipo de “alívio” dar um passo para fora da corporação. Eu ganhava milhões de dólares por ano, mas me dei conta de que estava no caminho errado. É difícil descrever Findhorn. Na época, eram 250 a 270 pessoas que trilhavam um caminho particular, filosófico, espiritual e ao mesmo tempo havia uma cooperação grande entre elas. Costumávamos chamar de um “experimento em vivência cooperativa”. Antes de eu entrar para Findhorn, eu estava muito focado nas coisas fora de mim: estava na indústria de construção, vivia em Londres. Findhorn tem a ver com um olhar para dentro de mim mesmo e com a descoberta do que eu sou como um ser humano e como parte da consciência.
EC – E como estas pessoas influenciaram seu trabalho de agora?
Shaw – Acho que tenho uma atitude mais impessoal com meu trabalho. Não existe tanto o “eu”. É como a ecologia acontece. Não significa que você perde a sua identidade, mas há mais consciência do que identificação com o indivíduo. É muito mais fácil se envolver com algo maior, não só com o meu pequeno mundo.
EC – Que soluções Findhorn encontrou que podem ser disponibilizadas para outros grupos?
Shaw – Findhorn tem uma longa história de cooperação com natureza, em muitos modos. É diferente de dominar ou usar a natureza, ou ser dominado por ela. É ter a natureza como uma parceira, uma professora. Pode-se aprender com seus processos, sintonizar com a terra, sentar em silêncio e ouvir. Você recebe isso espontaneamente, intuitivamente. Por exemplo: estávamos construindo uma nova área para concertos. E eu estava trabalhando na parte elétrica do edifício. E o arquiteto, que era mais velho que eu, decidiu que não haveria telefones no edifício. E a razão era que, se houvesse telefones, não se estaria usando as habilidades intuitivas para se comunicar. Se houver um telefone, você apenas vai levantar o telefone e discar. Se não houver, e você estiver no lugar certo e na hora certa, poderá falar com alguém. Esta é uma arte, ele disse, que você precisar refinar. Lembro que uma vez quebrou uma peça e eu precisava achar outra para substituir. E havia um grande almoxarifado bem organizado, e no departamento em que estava trabalhando naquela é poca eu perguntei: como acho esta peça? E ele disse: “Não tenho idéia. Você só tem que entrar na sala, fechar seus olhos, e usar sua intuição”. Eu pensei: isto é loucura, mas vou tentar. Entrei na sala, fechei meus olhos, peguei a peça, e era a certa.
EC – Como equilibrar esse respeito à natureza com os princípios do Capitalismo, sem se tornar um radical?
Shaw – Existe um entendimento, mesmo no Ocidente, de que o Capitalismo tem mais de um foco de interesse. Tem o financeiro que algumas pessoas pensam que é o único. E você pode jogar este jogo, ou não. Mas é preciso haver um equilíbrio, e acho que existe uma consciência crescente, mesmo nos países mais capitalistas, de que se não se adotar mais projetos sustentáveis, haverá uma perda. O projeto com que eu e Jorge Geras nos envolvemos na Amazônia previa tratar e reciclar a água de volta para a terra, em áreas completamente destruídas pela criação de gado, que estavam desertas, na cidade de Parauapebas. A idéia era retomar a floresta. Politicamente, o contratante decidiu não fazer isso. Interessava mais a ele manter o controle sobre a á gua. O projeto não aconteceu. Teria um custo, seria muito menor para fazer o que sugeríamos, mas era uma questão de controle e poder.
EC – O senhor desenvolveu sistemas ecológicos eficientes e baratos para tratamento de água e esgotos. Qual seria o sistema mais recomendável para cidades como Porto Alegre ou São Paulo?
Shaw – De modo geral, tem que levar em conta a cultura local de sustentabilidade. Se as administrações passadas não fizeram projetos sustentáveis, vai custar muito mais dinheiro agora do que custaria há dez anos. Mas não se pode mais dizer: vamos deixar para as próximas gerações fazerem, ou para o próximo prefeito. O design atual de sistemas de tratamento vai depender da realidade de cada cidade. Se for construir um sistema numa área nova, é relativamente mais fácil. Você pode criar a infra-estrutura, reciclagem, isso tudo é parte do design. Se for em uma parte da cidade que não tem nenhum tratamento, então tem que ser muito pragmático, avaliar se tem terra suficiente, financiamento e todo o resto. De uma forma geral, o que eu encorajaria é fazer em pequenas áreas, em vez de fazer algo massivo. Em vez de investir num sistema de 100 milhões de dólares, faça em 2 milhões de dólares, em partes, e ao menos mantenha o projeto em andamento, uma parte por vez. Fazendo desta forma, descentralizada, mas conectada uma com a outra, você pode fazer a reciclagem com um envolvimento local.
EC – O modelo utilizado, por exemplo, na China, poderia ser reproduzido em capitais e cidades brasileiras?
Shaw – Claro. Primeiro você tem que fazer uma pesquisa para saber qual é o problema. E é muito difícil saber isso, a não ser que você coloque instrumentos na água e meça o nível de poluição. Nós temos de medir a velocidade da água em cada seção, a cada 15 metros, para traçar um perfil. E tirar amostras químicas nestas áreas. Na China, vários canais recebem dejetos de milhões de pessoas. Mesmo no Brasil há muitas favelas que recebem os dejetos das cidades De que forma podemos atacar estes problemas? Usando engenharia ecológica: utilizando os seres vivos na água para fazer o tratamento da própria água. Para tratar a água poluída num rio ou num canal, você tem adicionar oxigênio. As bactérias que fazem a limpeza precisam de oxigênio. Esse sistema é constituído de forma a filtrar o cheiro que seria exalado pela água poluída. As bactérias se fixam nas raízes da plantas. Usamos um sistema de ilhas flutuantes, que acompanham a elevação do nível das águas. Existe uma camada submersa de areadores, que ejetam ar na superfície. Como é embaixo da água, não fazem barulho. Ali há bactérias que crescem, plantadas como se fosse um jardim. As plantas têm duas funções: as que têm suas raízes na água servem para que as bactérias que se alimentam da poluição se fixem nelas. E as que estão na superfície são também muito eficientes para fixar energia fotossintética e transformá-la em enzimas que as bactérias gostam, produzindo colônias maiores. As bactérias fazem o tratamento. Este sistema pode ser usado em qualquer lugar e em grandes extensões também. Vou agora a Budapeste, porque existe lá um grande lago a ser tratado. O proprietário só poderá desenvolver algo em torno deste lago e deste canal se fizer o tratamento. Vamos limpá-lo e permitir que desenvolva. É um modelo muito econômico. Pela minha experiência, posso dizer que é mais barato que construir um sistema tradicional. Custa cerca de R$ 75 por pessoa, enquanto um sistema normal custaria o dobro, porque teria de construir os tanques. A energia usada é de um kilowat por hora, o que não é muito.
EC – E este sistema pode ser usado mesmo em áreas muito contaminadas por poluição industrial?
Shaw – A demanda de oxigênio bioquímico é uma medida da poluição. O sistema de areação vai colocar mais oxigênio para atender à demanda. Uma tragédia (como a falta de oxigênio que causa a mortandade de peixes) pode atrapalhar um pouco o sistema, e demorar mais, mas ele vai compensar a falta de oxigênio.
EC – O senhor está ajudando a construir uma nova cidade no sul de Londres, Harlow North. Qual é o objetivo desta cidade?
Shaw – Muitas pessoas aposentadas tinham propriedades, porque era um investimento seguro. The British Petroleum Pension Fund tinha esta terra há 30 anos. O governo de Londres disse que era preciso aumentar o número de moradias. Fomos contratados como consultores para desenvolver uma cidade ecológica, carbo neutra (sem emissão de carbonos) porque esta é uma green zone (área verde). A cidade é dividida em distritos, e cada distrito tem cerca duas mil casas. Cada uma tem tratamento de água e esgoto, interconectados. A água potável vai vir de poços. E a água não potável será reaproveitada da chuva e de esgoto tratado para lavar carros, dar descarga de banheiro, limpar ruas. Num primeiro momento, vão morar lá 25 mil pessoas. Há uma integração entre o sistema de energia, de transporte e de dejetos. Não há nada novo, mas colocando tudo junto, o cálculo é de que haja uma economia de 10% do custo normal. É um plano audacioso, que está aguardando regulação.
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CMPA sedia a abertura da 24ª Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre
| CMPA sedia a abertura da 24ª Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre | | | |
| Por Cel Araujo | |
| 02 / 06 / 2008 | |
| Com o tema "Sustentabilidade Urbana", foi aberta em 02 de junho a 24 ª Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre. O evento ocorreu no Salão Brasil do Colégio Militar de Porto Alegre, com a presença do Dr. José Fogaça, Prefeito Municipal, do Cel Paulo Contieri, Comandante do CMPA, do Vereador Carlos Roberto Comassetto, do Sr. Maurício Fernandes da Silva, Supervisor Municipal do Meio Ambiente, e do Sr. Franco Werlang, ex-aluno e Vice-Presidente da Fundação Gaia. Seguindo-se aos atos formais de abertura, houve a palestra do Eng. Michel Shaw, especialista escocês em tratamento de águas. Ao final, após um momento artístico, os convidados foram brindados com um coquetel. O CMPA é parceiro da SMAM nas atividades da 24ª Semana do Meio Ambiente. Confira, após as fotos, a programação completa da Semana. ![]() |
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