Todescan Siciliano

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Arquitetura
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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Revista Infra 12/2009 - McDonald’s Riviera de São Lourenço Restaurante verde

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Líder no segmento de serviço rápido de alimentação no Brasil, o McDonald’s tem se destacado também por suas ações sociais e ambientais. A unidade na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral norte de São Paulo, é modelo da Rede (administrada pela Arcos Dorados) quando falamos nos preceitos da sustentabilidade. Tanto que ostenta o título de primeiro restaurante da América Latina a reunir tecnologias sustentáveis em sua construção.



Assinado pelos arquitetos Luciana Martelo, Frank Siciliano e Marcelo Todescan, com consultoria do CTE, o projeto foi completamente desenvolvido sob as normas estabelecidas pelo Leadership in Energy and Environmental Design, tendo conquistado o selo LEED CS 2.0, que significa Core & Shell, ou seja: modalidade que certifica toda a envoltória do empreendimento, suas áreas comuns e, internamente, sistemas como ar condicionado e elevadores.



Tem em sua estrutura a adoção de fontes de energias renováveis, manejo sustentável de água e materiais de construção como bambu, madeira certificada e outros. Com esta iniciativa, a expectativa é alcançar economia de até 14% do consumo de energia, o equivalente a 50 mil kW, e consumo de menos 217 mil litros de água, cerca de 50%. A iluminação solar responde por 2,5% do total da energia consumida.

Desde o início da construção, o McDonald’s investiu na conscientização ambiental, seja na capacitação dos funcionários na limpeza e organização do terreno, seja na preocupação com o reaproveitamento de entulhos ou na reciclagem de materiais da obra. O entulho, por exemplo, foi incorporado no próprio terreno, evitando a compra de terra para elevação do nível do prédio. Confira a seguir outros detalhes desta obra:

Materiais utilizados
• Bambu;
• Tijolo de demolição;
• Madeira FSC (certificação que garante a origem sustentável do produto florestal e o reflorestamento da região da extração);
• Placas compostas de aparas de tubos de pasta dental;
• Tintas à base de terra e água;
• Concreto tipo CPIII;
• Revestimento com pastilhas de coco e arroz;
• Pisos de cerâmica com resíduos de lâmpadas fluorescentes e pneu;
• Madeira plástica 100% reciclada.

Energia
• Placa de aquecimento solar;
• Placa fotovoltaica para iluminação externa;
• Lâmpadas fluorescentes e tipo LED;
• Ar condicionado monitorado com fluido refrigerante ecológico, que elimina completamente o CFC que agride a camada de ozônio.

Água
• Válvulas de descarga dos vasos sanitários com dois fluxos;
• Aproveitamento da água de chuva para usos diversos;
• Torneiras e registros automáticos para a redução do consumo de água.

Resíduos
• Coleta seletiva de resíduos recicláveis.
Paisagismo
• Plantio de mudas nativas;
• Irrigação racional, por meio de um sistema que usa a água da chuva. Ela é captada na cobertura do prédio, servindo também para a lavagem do piso e descargas dos mictórios e vasos sanitários.

Outras ações
• O estacionamento tem apenas cinco vagas, sendo uma delas para carros que transportem mais de duas pessoas, incentivando assim a redução do uso de veículos e promovendo o sistema de carona;
• Bicicletário para 15 bicicletas – aberto tanto para clientes quanto para colaboradores;
• Toda a mão-de-obra contratada é local.

Há planos para a abertura de mais restaurantes verdes no Brasil?
O McDonald’s tem observado cuidadosamente os resultados da operação do Restaurante Verde, fazendo os ajustes necessários. Tudo aquilo que está dando certo nessa unidade e puder ser utilizado em outros restaurantes, novos ou não, será aproveitado. Dessa forma, o McDonald’s aprimora toda a sua rede, com um novo conceito, independentemente do fato de ser uma nova construção.

terça-feira, novembro 10, 2009

Repórter Eco - TV Cultura - São Paulo ganha a primeira passarela de pedestres totalmente construída com material reciclado e menor impacto ambiental



A Passarela Verde exibe amostras de materiais reciclados. Estes painéis são feitos de madeira plástica, que mistura resíduos de diversos tipos de plásticos para chegar à aparência da madeira de verdade. Para fazer as placas do piso que cobre os noventa e cinco metros de extensão, foram usados mil e quinhentos pneus. Eles deixaram de ir para aterros sanitários ou beira de rios. O revestimento dos elevadores é produzido a partir de embalagens usadas de pasta dental. Parte do teto foi estruturada com bambu. Para crescer ele absorve grande quantidade de dióxido de carbono da atmosfera, fundamental em tempos de aquecimento global.

Assista o Vídeo CLIK AQUI .